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segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Açúcar e Câncer
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Química Ambiental x Química Verde
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Aquecimento Global II
Agência FAPESP – Identificar e quantificar os limites da Terra que não podem ser transgredidos ajudaria a evitar que as atividades humanas continuem causando mudanças ambientais inaceitáveis. A afirmação, de um grupo internacional de cientistas, está em artigo destacado na edição desta quinta-feira (24/9) da revistaNature.
Segundo eles, a humanidade deve permanecer dentro dessas fronteiras para os processos essenciais do sistema terrestre se quiser evitar alterações ambientais de dimensões catastróficas. Esses limites representariam os espaços seguros para a ação e para a vida humana.
O conceito de limites (ou fronteiras) planetários representa um novo modelo para medir as agressões ao planeta e define espaços seguros para a existência humana. Seguros tanto para o sistema terrestre como para o próprio homem, por consequência.
Johan Rockström, da Universidade de Estocolmo, na Suécia, e colegas sugerem nove processos sistêmicos principais para esses limites: mudanças climáticas; acidificação dos oceanos; interferência nos ciclos globais de nitrogênio e de fósforo; uso de água potável; alterações no uso do solo; carga de aerossóis atmosféricos; poluição química; e a taxa de perda da biodiversidade, tanto terrestre como marinha.
Para três desses limites da ação humana – ciclo do nitrogênio, perda da biodiversidade e mudanças climáticas –, os autores do artigo argumentam que a fronteira aceitável já foi atravessada. Afirmam também que a humanidade está rapidamente se aproximando dos limites no uso de água, na conversão de florestas e de outros ecossistemas naturais para uso agropecuário, na acidificação oceânica e no ciclo de fósforo.
O estudo dá números para esses limites. Para o ciclo do nitrogênio, por exemplo, antes da Revolução Industrial a quantidade de nitrogênio removido da atmosfera para uso humano era zero. O limite estabelecido pelo estudo é de 35 milhões de toneladas por ano. Parece muito, mas os valores atuais são de 121 milhões, mais de três vezes além do limite aceitável.
A taxa de perda de biodiversidade, calculada em número de espécies extintas por milhão de espécies por ano era de 0,1 a 1 até o início da era industrial. O limite proposto pelo estudo é de 35, mas o valor atual passou de 100.
O consumo de água potável por humanos era de 415 quilômetros cúbicos por ano antes da Revolução Industrial. Hoje, chegou a 2.600, perigosamente próximo ao limite sugerido de 4.000 quilômetros cúbicos por ano.
Os pesquisadores destacam a necessidade de se estabelecer os limites também para a emissão de aerossóis atmosféricos e de poluição química, apesar de não haver, atualmente, dados suficientes para tal definição.
Transgredir uma única dessas fronteiras planetárias por um tempo demasiadamente longo é o suficiente, argumentam, para promover alterações ambientais “abruptas e inaceitáveis que serão muito danosas ou até mesmo catastróficas à sociedade”. Além disso, quando um limite é derrubado, os níveis de segurança dos outros processos acabam sendo seriamente afetados.
“Embora a Terra tenha passado por muitos períodos de alterações ambientais importantes, o ambiente planetário tem se mantido estável pelos últimos 10 mil anos. Esse período de estabilidade – que os geólogos chamam de Holoceno – viu civilizações surgirem, se desenvolverem e florescerem. Mas tal estabilidade pode estar em risco”, descrevem os autores.
“Desde a Revolução Industrial, um novo período surgiu, o Antropoceno, no qual as ações humanas se tornaram o principal condutor das mudanças ambientais globais”, destacam. Segundo os pesquisadores, se não fosse a pressão promovida pelo homem, o Holoceno continuaria ainda por muitos milhares de anos.
O artigo A safe operating space for humanity, de Johan Rockström e outros, pode ser lido por assinantes da Natureem www.nature.com.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Aquecimento Global
O grupo está há quase três meses a bordo do navio Polarstern com o objetivo de estudar grandes extensões no Ártico, em pesquisa que faz parte do Ano Polar Internacional.
Entre os primeiros resultados do trabalho, o grupo identificou que não são apenas as correntes oceânicas que estão mudando, mas a própria estrutura do Ártico.
Bóias autônomas, programadas para se deslocar sozinhas, foram espalhadas com o objetivo de recolher dados que possam aprofundar o conhecimento a respeito das mudanças na região. Os dados são recebidos via satélite e a primeira conclusão é totalmente negativa.
"A cobertura de gelo no mar do pólo Norte está definhando, o oceano e a atmosfera estão se aquecendo constantemente e as correntes oceânicas estão mudando", disse Ursula Schauer, do Instituto Alfred Wegener para Pesquisa Polar e Marinha, na Alemanha, que participa da expedição ao lado de cientistas da Rússia, Finlândia, Estados Unidos, Espanha, Suíça, França, Holanda e China.
"Estamos no meio de uma fase de mudanças dramáticas no Ártico e o Ano Polar Internacional oferece uma oportunidade única para estudar o oceano em colaboração com pesquisadores internacionais", disse Ursula.
Os cientistas também encontraram elevada concentração de áreas em processo de descongelamento tanto no oceano como em lagos. A espessura do gelo marinho no Ártico tem diminuído desde 1979, até o atual 1 metro na bacia central.
Simulações feitas em computador apontam que todo o gelo do Ártico pode desaparecer em menos de 50 anos caso o aquecimento global continue nas taxas atuais. O Ártico é a região que mais tem sido afetada pelo aquecimento causado pelo efeito estufa.
Os celulares e a sua saúde...!
Resultados preliminares indicam que a ligação entre o telefone celular, câncer e tumores no cérebro. Agora cientistas disseram que a exposição à radiação de baixa amplitude dos celulares faz vazar hemoglobina das hemácias – as células que carregam oxigênio através do corpo, também conhecidas como glóbulos vermelhos — do sangue. O acúmulo de hemoglobina pode levar a doença cardíaca e pedras nos rins.
As descobertas certamente vão alarmar sobre a segurança dos telefones celulares, que são usados por praticamente a metade da população mundial. Na última pesquisa os cientistas expuseram amostras de sangue a graus diferentes de radiação microondas por períodos entre 10 e 60 horas.
A hemoglobina vazou das células mesmo com os menores níveis de radiação emitida pelos celulares. O professor Edward Tuddenham, hematologista da Universidade Imperial College, na Inglaterra, disse que as descobertas são preocupantes, “o acúmulo de hemoglobina no corpo pode resultar em doença cardíaca e pedras nos rins”, ele disse.
Um porta-voz do grupo de consumidores britânico Powerwatch disse que “ainda estamos investigando as conseqüências biológicas dos telefones celulares. Mas certamente parece que há estudos laboratoriais suficientes afirmando que há efeitos para ficarmos muito preocupados”. O grupo afirma que o governo deveria fazer mais sobre o assunto.
No mês passado cientistas da Universidade Lind, na Suécia, descobriram que apenas dois minutos de exposição a emissões de celulares podem desativar uma barreira de segurança no sangue fazendo que proteínas e toxinas vazem no interior do cérebro. Isto aumenta as chances de desenvolver doenças como Alzheimer, esclerose múltipla e Parkinson.
A Federação da Indústria Eletrônica repetiu esta semana a sua afirmação de que não há prova conclusiva de que os telefones celulares sejam perigosos para a saúde.