segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Açúcar e Câncer

Cientistas do Instituto de Câncer Huntsman da Universidade de Utah publicaram uma pesquisa na revista Proceedings of the National Academy of Sciences no mês de agosto uma pesquisa que relaciona o consumo de açúcar pelas células tumorais. Essa pesquisa visa elucidar o processo de desenvolvimento desses células e como ele pode ser interrompido. Aparentemente o açúcar, além de tornar as pessoas mais obesas, pode facilitar o desenvolvimento das células tumorais. Leiam o texto a seguir, retirado do site da agência de fomento FAPESP.

Abraços

Agência FAPESP – A ingestão demasiada de açúcar pode estimular o desenvolvimento de tumores? Um estudo que será publicado esta semana no site da revista Proceedings of the National Academy of Sciences destaca a muito discutida mas pouco compreendida relação entre glicose e câncer.

A pesquisa também tem implicações importantes para outras doenças, como o diabetes. “Sabemos desde 1923 que células tumorais usam muito mais glicose do que células normais. Nossa pesquisa ajuda a tentar entender como esse processo ocorre e como pode ser interrompido de modo a tentar controlar o crescimento dos tumores”, disse Donald Ayer, professor do Instituto de Câncer Huntsman da Universidade de Utah e um dos autores do trabalho.
Durante o crescimento de células normais ou cancerosas ocorre um processo no nível celular que envolve tanto a glicose (açúcar) como a glutamina (aminoácido). Esses dois são essenciais para o crescimento celular e acreditava-se que funcionassem de modo independente.
O novo estudo mostra que glicose e glutamina são interdependentes. Os pesquisadores descobriram tal relação ao observar que, ao restringir a disponibilidade de glutamina, a utilização de glicose também era interrompida.
“Em resumo, se não temos glutamina a célula entra em uma espécie de curto-circuito por causa da falta de glicose. Isso, por sua vez, suspende o crescimento das células tumorais”, disse Ayer.
O trabalho do pesquisador e de seus colegas focou em uma proteína chamada mondoA, responsável por ligar e desligar genes. Na presença da glutamina, a proteína bloqueia a expressão de um gene conhecido como TXNIP.
Estima-se que o TXNIP seja supressor de tumores, mas, quando é bloqueado pela mondoA, ele faz com que as células passem a ingerir glicose, o que, por sua vez, estimula o crescimento de tumores.
Segundo Ayer, a próxima etapa da pesquisa enfocará o desenvolvimento de modelos animais para testar como o controle da mondoA e da TXNIP pode ajudar no controle do desenvolvimento do câncer.
O artigo Glutamine-dependent anapleurosis dictates glucose uptake and cell growth by regulating mondoA transcriptional activity, de Donald Ayer e outros, poderá ser lido em breve por assinantes da Pnas em http://www.pnas.org/.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Química Ambiental x Química Verde

Todas envolvem a observação e o estudo das transformações ocorridas em reações químicas que afetem o meio ambiente. Mas qual a diferença entre elas?
            A Química Verde (também chamada de Química Sustentável) visa o desenvolvimento e o estudo de técnicas e metodologias que eliminem ou diminuam o uso de solventes e reagentes ou geração de produtos ou sub-produtos tóxicos, nocivos à saúde humana e ao meio ambiente. Um desenvolvimento tecnológico auto-sustentável é algo que vem sendo discutido desde a Eco-92, que ocorreu no Rio de Janeiro. Outras iniciativas como o Protocolo de Kyoto e a Rio +10 também podem ser citadas.
            Existem 12 princípios que norteiam a Química Verde: 1- Prevenção; 2- Eficiência Atômica; 3- Síntese Segura; 4- Desenvolvimento de Produtos Seguros; 5- Uso de solventes e auxiliares seguros; 6- Busca pela eficiência de energia; 7- Uso de fontes de matéria prima renováveis; 8- Evitar a formação de derivados; 9- Catálise; 10- Produtos Degradáveis; 11- Análise em tempo real para a prevenção da poluição; 12- Química intrinsecamente segura para a prevenção de acidentes.
            Já a Química Ambiental estuda os processos químicos que ocorrem na natureza, sejam eles naturais ou causados pelo homem (embora as pesquisas acadêmicas visem estudar principalmente os aspectos químicos dos problemas que os seres humanos criaram na natureza). Apesar disso, a Química Ambiental não é a ciência da monitoração ambiental, mas sim da elucidação dos mecanismos que definem e controlam a concentração das espécies químicas candidatas a serem monitoradas. Os profissionais dessa área têm sido muito requisitados para o melhoramento de processos e tratamento de resíduos e efluentes líquidos, bem como para o controle e diminuição de emissões gasosas.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Ecópolis - Episódio I (água e comida)

Série produzida pelo Discovery Channel

Aquecimento Global II

Mais um texto sobre Aquecimento Global. Nesse, discute-se os Limites que o Planeta possui para mudanças ambientais. Em alguns casos, como no Ciclo do Nitrogênio, esse limite suportável pela Terra já passou faz tempo. A atividade humana deve se pautar pela eficiência, mas sem degradar o Planeta, algo que não está acontecendo.

Abraços

Agência FAPESP – Identificar e quantificar os limites da Terra que não podem ser transgredidos ajudaria a evitar que as atividades humanas continuem causando mudanças ambientais inaceitáveis. A afirmação, de um grupo internacional de cientistas, está em artigo destacado na edição desta quinta-feira (24/9) da revistaNature.

Segundo eles, a humanidade deve permanecer dentro dessas fronteiras para os processos essenciais do sistema terrestre se quiser evitar alterações ambientais de dimensões catastróficas. Esses limites representariam os espaços seguros para a ação e para a vida humana.

O conceito de limites (ou fronteiras) planetários representa um novo modelo para medir as agressões ao planeta e define espaços seguros para a existência humana. Seguros tanto para o sistema terrestre como para o próprio homem, por consequência.

Johan Rockström, da Universidade de Estocolmo, na Suécia, e colegas sugerem nove processos sistêmicos principais para esses limites: mudanças climáticas; acidificação dos oceanos; interferência nos ciclos globais de nitrogênio e de fósforo; uso de água potável; alterações no uso do solo; carga de aerossóis atmosféricos; poluição química; e a taxa de perda da biodiversidade, tanto terrestre como marinha.

Para três desses limites da ação humana – ciclo do nitrogênio, perda da biodiversidade e mudanças climáticas –, os autores do artigo argumentam que a fronteira aceitável já foi atravessada. Afirmam também que a humanidade está rapidamente se aproximando dos limites no uso de água, na conversão de florestas e de outros ecossistemas naturais para uso agropecuário, na acidificação oceânica e no ciclo de fósforo.

O estudo dá números para esses limites. Para o ciclo do nitrogênio, por exemplo, antes da Revolução Industrial a quantidade de nitrogênio removido da atmosfera para uso humano era zero. O limite estabelecido pelo estudo é de 35 milhões de toneladas por ano. Parece muito, mas os valores atuais são de 121 milhões, mais de três vezes além do limite aceitável.

A taxa de perda de biodiversidade, calculada em número de espécies extintas por milhão de espécies por ano era de 0,1 a 1 até o início da era industrial. O limite proposto pelo estudo é de 35, mas o valor atual passou de 100.

O consumo de água potável por humanos era de 415 quilômetros cúbicos por ano antes da Revolução Industrial. Hoje, chegou a 2.600, perigosamente próximo ao limite sugerido de 4.000 quilômetros cúbicos por ano.

Os pesquisadores destacam a necessidade de se estabelecer os limites também para a emissão de aerossóis atmosféricos e de poluição química, apesar de não haver, atualmente, dados suficientes para tal definição.

Transgredir uma única dessas fronteiras planetárias por um tempo demasiadamente longo é o suficiente, argumentam, para promover alterações ambientais “abruptas e inaceitáveis que serão muito danosas ou até mesmo catastróficas à sociedade”. Além disso, quando um limite é derrubado, os níveis de segurança dos outros processos acabam sendo seriamente afetados.

“Embora a Terra tenha passado por muitos períodos de alterações ambientais importantes, o ambiente planetário tem se mantido estável pelos últimos 10 mil anos. Esse período de estabilidade – que os geólogos chamam de Holoceno – viu civilizações surgirem, se desenvolverem e florescerem. Mas tal estabilidade pode estar em risco”, descrevem os autores.

“Desde a Revolução Industrial, um novo período surgiu, o Antropoceno, no qual as ações humanas se tornaram o principal condutor das mudanças ambientais globais”, destacam. Segundo os pesquisadores, se não fosse a pressão promovida pelo homem, o Holoceno continuaria ainda por muitos milhares de anos.

O artigo A safe operating space for humanity, de Johan Rockström e outros, pode ser lido por assinantes da Natureem www.nature.com.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Aquecimento Global

Esse tema pode ser explorado por vestibulares e pelo ENEM que acontece agora no próximo final de semana. Além disso, é importante saber mais sobre o assunto pois a ignorância pode nos levar a destruição. Algumas pessoas ainda acreditam que o aquecimento global é "papinho de Rede Globo", que isso é uma coisa que está longe de acontecer. Para se instruir mais sobre o tema, recomendo que assistam o documentário "Uma verdade inconveniente", onde o ex-vice presidente dos EUA, Mr. Al Gore, discute com riqueza de detalhes o alarmente processo que o nosso planeta está vivendo. Todas as informações fornecidas nesse documentário foram baseadas em estudos feitos durante décadas, sobre os índices de carbono na atmosfera. Vale a pena...
E pra estimulá-los, vai uma reportagem retirada do site da Agência Fapesp (http://www.agencia.fapesp.br/)
Abraços.


Agência FAPESP – O gelo marinho está cada vez mais fino. Grandes áreas do Ártico estão com espessura de apenas 1 metro, o que equivale a uma diminuição de aproximadamente 50% em comparação com 2001. As medidas foram feitas por uma expedição de 50 cientistas de diversos países.
O grupo está há quase três meses a bordo do navio Polarstern com o objetivo de estudar grandes extensões no Ártico, em pesquisa que faz parte do Ano Polar Internacional.
Entre os primeiros resultados do trabalho, o grupo identificou que não são apenas as correntes oceânicas que estão mudando, mas a própria estrutura do Ártico.
Bóias autônomas, programadas para se deslocar sozinhas, foram espalhadas com o objetivo de recolher dados que possam aprofundar o conhecimento a respeito das mudanças na região. Os dados são recebidos via satélite e a primeira conclusão é totalmente negativa.
"A cobertura de gelo no mar do pólo Norte está definhando, o oceano e a atmosfera estão se aquecendo constantemente e as correntes oceânicas estão mudando", disse Ursula Schauer, do Instituto Alfred Wegener para Pesquisa Polar e Marinha, na Alemanha, que participa da expedição ao lado de cientistas da Rússia, Finlândia, Estados Unidos, Espanha, Suíça, França, Holanda e China.
"Estamos no meio de uma fase de mudanças dramáticas no Ártico e o Ano Polar Internacional oferece uma oportunidade única para estudar o oceano em colaboração com pesquisadores internacionais", disse Ursula.
Os cientistas também encontraram elevada concentração de áreas em processo de descongelamento tanto no oceano como em lagos. A espessura do gelo marinho no Ártico tem diminuído desde 1979, até o atual 1 metro na bacia central.
Simulações feitas em computador apontam que todo o gelo do Ártico pode desaparecer em menos de 50 anos caso o aquecimento global continue nas taxas atuais. O Ártico é a região que mais tem sido afetada pelo aquecimento causado pelo efeito estufa.

Os celulares e a sua saúde...!

O uso do celular vem sendo discutido amplamente. Nas escolas, seu uso é proibido, porém os alunos insistem em utilizá-lo, seja mandando SMS, verificando seu fotolog (ou o myspace), tirando fotos ou fazendo pequenos vídeos (de coisas pertinentes a aula ou não). Assim, gostaria que vocês, estudantes ou não, prestassem atenção no texto a seguir. Ele elucida alguns mitos que vem sendo divulgados pela mídia como verdadeiros riscos a população mundial.
Abraços!
Retirado do Hyperscience.com

Telefones celulares estão causando sérias preocupações para a saúde pública, pois podem prejudicar seriamente o coração e os rins.
Resultados preliminares indicam que a ligação entre o telefone celular, câncer e tumores no cérebro. Agora cientistas disseram que a exposição à radiação de baixa amplitude dos celulares faz vazar hemoglobina das hemácias – as células que carregam oxigênio através do corpo, também conhecidas como glóbulos vermelhos — do sangue. O acúmulo de hemoglobina pode levar a doença cardíaca e pedras nos rins.
As descobertas certamente vão alarmar sobre a segurança dos telefones celulares, que são usados por praticamente a metade da população mundial. Na última pesquisa os cientistas expuseram amostras de sangue a graus diferentes de radiação microondas por períodos entre 10 e 60 horas.
A hemoglobina vazou das células mesmo com os menores níveis de radiação emitida pelos celulares. O professor Edward Tuddenham, hematologista da Universidade Imperial College, na Inglaterra, disse que as descobertas são preocupantes, “o acúmulo de hemoglobina no corpo pode resultar em doença cardíaca e pedras nos rins”, ele disse.
Um porta-voz do grupo de consumidores britânico Powerwatch disse que “ainda estamos investigando as conseqüências biológicas dos telefones celulares. Mas certamente parece que há estudos laboratoriais suficientes afirmando que há efeitos para ficarmos muito preocupados”. O grupo afirma que o governo deveria fazer mais sobre o assunto.
No mês passado cientistas da Universidade Lind, na Suécia, descobriram que apenas dois minutos de exposição a emissões de celulares podem desativar uma barreira de segurança no sangue fazendo que proteínas e toxinas vazem no interior do cérebro. Isto aumenta as chances de desenvolver doenças como Alzheimer, esclerose múltipla e Parkinson.
A Federação da Indústria Eletrônica repetiu esta semana a sua afirmação de que não há prova conclusiva de que os telefones celulares sejam perigosos para a saúde.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Gaiola de Faraday

Caros estudantes, estou disponibilizando uma imagem que revela como funciona uma Gaiola de Faraday. No vídeo, vocês poderam observar que depois do raio, o avião continua o seu curso, sem nenhuma alteração. Viva a blindagem eletrostática!!! Para alguns, esse vídeo só faz aumentar o medo de avião... Prefiro enxergar a beleza do conceito físico, e esquecer o medo de voar!!!
Abração.



terça-feira, 25 de agosto de 2009

Dedicatória

Esse blog é dedicado a todos os meus alunos (e ex-alunos), que se dedicam aos estudos das Ciências Naturais e suas Tecnologias.